2007/05/27

A inconcebivel inconsistencia de amar

Há muito que eu não escrevo. Há muito que o vazio no peito não incomoda. Hoje resolveu incomodar o suficiente para que os pensamentos fluam para a direção que a tanto tempo estava tentando ser bloqueada. Seja o dilema entre querer e estar sozinho, não que ele seja algo que esteja mesmo neste momento como uma prioridade. Não posso negar que estar sozinho seja algo que não é bem-quisto. Hoje resolvo fazer uma tregua e por alguns instantes evitar bloquear o que me atormenta por dentro.

Por algum motivo me veio em mente que para deixar de acreditar em algo você precisa inicialmente ter acreditado nisso. Que pode ser extremamente patético desacreditar e amplamente frustrante continuar acreditando mesmo estando descrente... O que isso teria em relação ao vazio que me toma? O de sempre: o amor; a busca de ter resposta para todas as situações imagináveis. E vivas para a futilidade de considerar cenários trágicos amorosos quando nem se possuí uma musa.

Se a eloqüência é algo que me falta, confusão é algo que sobra. Cada vez mais me convenço, ou me forço a estar convencido, de que o amor incondicional é irreal e inconcebível a um ser humano.

__________________________________________________
Lendo - "Shinshi Doumei Cross"
Escutando - playlist aleatória